31 de outubro de 2008

Eu sou o Max


Eu sou o Maximilian. Gosto do meu nome porque é o máximo.
Eu tenho muitos amigos: o Miguel, o Pedro Caldeira, o Pedro Guerreiro, o Rafael, o Daniel …
O Miguel é um brincalhão e gosta de gozar com os outros, mas mesmo assim é um bom amigo.
O Pedro Caldeira, como já viveu na América, é COOL, mas mesmo COOL!
O Pedro Guerreiro é mesmo um guerreiro, com grandes caracoletas e bruto nas brincadeiras.
O Rafael é um palhaço que só diz piadas para fazer rir toda gente.
E o Daniel é um fantasma porque o seu tom de pele é tão clarinho que às vezes mete medo. E por vezes tenho vontade de lhe dizer:
- Daniel! Não vás mais à natação, porque o cloro branqueia-te, e se não acreditas olha para mim!
Pronto! Já acabei de apresentar alguns dos meus amigos, mas há mais, precisamente UMA TURMA INTEIRA, e cada um deles tem uma particularidade especial e é por essa particularidade que eu gosto muito deles.
.
Maximilian Martau, 6º E

Os meus medos


Eu sou muito medricas tenho medo de muita coisa. De lagartixas, osgas, aranhas do escuro e muitas coisas aterrorizantes e até quando estou sozinha.
Há uma coisa que também não me agrada muito, eu tenho medo da minha mãe, quando ela ralha comigo e dá-me uma palmadinha no rabo…E agora, depois do que foi dito neste texto, sou medricas ou não sou?
.
Beatriz, 6ºE

25 de outubro de 2008

Quando o Sabor é Demais


A turma C e E do 8º ano produziram NOTÍCIAS incríveis e criativas a partir de dados históricos!

Aqui vos deixamos as que considerámos as mais engraçadas e originais.
Esperamos que se divirtam com a sua leitura e que alarguem os vossos conhecimentos culturais!




Quando o Sabor é Demais

Tudo aconteceu às duas da tarde do dia 1 de Outubro, quando uma taça com oito metros de largura e seis de comprimento derramou cento e vinte e cinco quilos de gelado de baunilha e de chocolate, sobre o Terreiro do Paço.
O evento destinava-se ao combate à anorexia. Mas, a plataforma onde se encontrava a taça cedeu devido ao excesso de peso, provocando três feridos ligeiros e, para os mais gulosos, muitas calorias a mais.
As equipas de limpeza já se encontram no local e dizem que só daqui a mais dois dias é que conseguirão limpar toda a praça.
Algumas pessoas presentes na praça, no momento do acidente, correram a casa para buscarem colheres. Outros troxeram pranchas para tentarem surfar no mar de gelado.
Apesar dos estragos na praça, este foi apenas o segundo pior acidente na história do gelado. O pior aconteceu nas Caraíbas quando uma fábrica de gelados rebentou , por motivos ainda desconhecidos, inundando a ilha de gelado.
O mar ficou com tons de rosa devido a grande parte do gelado ser de morango e hoje ainda é possível ver os vestígios deste em alguns corais ou até em alguns peixes.
O gelado "nasceu" há 400 anos na China, tendo sido aperfeiçoado em Itália.

Maria Inês Alves, nº 15 - 8º C.

16 de outubro de 2008

Bem-vindos ao Clube dos Criativos!


Acabaram as férias, o sol, a praia, os passeios... mas a criatividade, não!
Esta não tem férias, acompanha-nos para todo o lado e em qualquer momento.


Estamos de volta ao Clube para mais um ano que se vislumbra cheio de surpresas...


Caso tenhas sugestões, escreve-nos para:

clubedoscriativos@gmail.com


Este blogue é para ti, participa!
Deixa que as palavras brinquem na tua imaginação!!!
.

Blogue da Escrita
Escrita Criativa
Criativa és tu
Tu participas
Participas com textos
Textos criativos
Criativos do Clube
Clube dos alunos
Alunos da Escola
Escola D. Manuel
Manuel, José, Rita...
Rita, ri-te da escrita
Escrita Criativa.
.
Contamos contigo!

8 de agosto de 2008

O SONHO

Estampa de Goya

Uma noite, D. Leonor, mulher de El-Rei D. João II e irmã do príncipe D. Manuel, dirigia-se para os aposentos reais, quando teve uma visão: via-se em Alcochete, com sua Alteza Real D. João II, numa largada. Um toiro viera contra si, por isso D. João II desembainhara a sua espada, cortara um bocado da sua capa vermelha e tentara tourear o boi preto.
D. Leonor não viu o resto, porque o seu sonho foi interrompido ao ouvir o seu marido que a chamou para irem dormir no leito real.
Algumas semanas depois, a corte dirigiu-se a Alcochete, como sempre fazia em algumas épocas do ano. Iam assistir às cerimónias religiosas e a uma largada, pois a vila estava em festa.
Antes do passeio pela vila, D. Leonor pediu a D. João II para que este levasse a sua espada, mas El-Rei D. João II quis saber porquê. D. Leonor pediu-lhe que confiasse nela. Então, D. João II levou a sua espada e entregou-a ao seu pajem.
Quando chegaram a Alcochete, havia uma grande feira com várias bancas de artigos para venda e muita animação: jograis, malabaristas, lutadores.
D. Leonor estava vestida com um grande vestido de brocado italiano azul e touca bordada a ouro, enquanto o rei D. João II, por cima do pelote bordado, trazia uma capa vermelha estampada de veludo.
A caminho da igreja, assistiram à largada que decorria, ao longo das ruas da vila. O pajem, que trazia a espada, conversava animadamente com as damas. Estavam todos a divertir-se, até que foram surpreendidos pelo boi que saltou as trincheiras. D. João II ordenou:
-Passai-me a espada, pajem!
Este não ouviu o pedido, porque estava atrás da comitiva
D. Leonor ficou assustada, porque na sua visão não tinha visto muita coisa, por isso disse a Sua Alteza Real:
-Cortai a capa e tentai tourear o touro!
O rei assim fez. Tentou rasgar a capa, mas não conseguia, porque o tecido era grosso e era difícil fazê-lo. Ficou em pânico e tremeu, tendo olhado para o céu, à espera de um milagre.
Felizmente, não aconteceu nada, já que o boi se desviou e continuou o seu caminho. D. Leonor ficou muita aliviada e agradecida pela coragem demonstrada pelo seu excelentíssimo esposo.
Alguns meses depois, D. João II, recordando este episódio, disse:
-Vou confiar sempre em si, minha querida rainha D. Leonor. Confiarei sempre nos seus sonhos.


João Justino, 7º B

7 de agosto de 2008

A Oração a Nossa Senhora do Manto

Foi no dia 11 de Junho, do ano da graça de 1557, que aconteceu uma desgraça que já era esperada. O rei D. João III morreu. Toda a família real ficou bastante abalada, com esta perda, pois o filho de D. João já tinha falecido e só lhe restava um neto, o príncipe D. Sebastião. Era bastante importante que este não morresse, pois se tal acontecesse não haveria rei que pudesse reinar.
Três anos após o falecimento de D. João III, a corte ainda bastante abalada, decidiu sair de Lisboa para espairecer. Então determinou parar em Alcochete onde tinham um paço real. Como na altura ainda não havia transportes directos para a vila, a corte veio de barco até à Aldeia Galega e, depois, foi preparada uma carruagem até à vila de Alcochete.
Quando chegaram, pararam ao pé de uma bonita igreja: a igreja da Misericórdia. Com curiosidade, decidiram entrar e depararam-se com uma beleza inexplicável. Os seus olhos nunca tinham visto tal coisa: o edifício, junto ao rio, era original com os seus dois andares e o seu altar, apesar de lhe faltar ainda algumas imagens para que aquele espaço fosse mais bonito.
Foi então que avistaram uma obra de arte lindíssima: a Bandeira da Misericórdia. Toda a corte se ajoelhou em plena igreja, em frente da bandeira. Fez-se silêncio. Até que se ouviu um barulhinho ao fundo. D. Sebastião abriu os seus olhos, olhou para a sua direita e viu a sua avó, a rainha D. Catarina de Áustria, a rezar em memória do seu falecido marido. Esta bastante concentrada, murmurava:
“ Nossa Senhora do Manto, cheia de Graça, que estais no céu, protegei o meu neto de tudo o que lhe poderá vir a acontecer. Fazei com que não lhe aconteça o que lhe aconteceu a seu pai. Este meu neto é bastante importante para mim, se ele morrer não existirá ninguém para reinar no seu lugar.
Acompanhai o meu neto para todo o lado, protegei-o do mal, o olhai também por todos os meus filhos que devem estar no céu ! “
D. Sebastião não percebeu por que tanto rezava a sua avó, mas gostou de a ouvir falar assim tão baixinho. Depois de D. Catarina de Áustria e de seu neto D. Sebastião saírem da igreja, todos se dirigiram para o paço para tomarem um chá.
D. Catarina, em conversa com seu neto, D. Sebastião, comentou:
_ Príncipe D. Sebastião, tenho estado a reparar que aqui, por estes lados, existem alguns mendigos. Lá para o nosso sítio também. E com uma terra tão bonita quanto esta, acho que todas as pessoas deveriam viver bem e não viver na rua, ao frio e à chuva!
_ Vossa Alteza, também concordo consigo, como será que poderemos ajudar estas pessoas? – respondeu o pequeno príncipe D. Sebastião à sua avó, D. Catarina.
_ Penso que sim, meu príncipe, durante esta pequena conversa tenho estado a pensar e acho que poderíamos apoiar financeiramente os irmãos da Misericórdia e também ajudar os irmãos da Igreja Ermida da Nossa Senhora de Sabonha, em S. Francisco. – disse D. Catarina.
_ Concordo com Vossa Alteza, se precisar de ajuda pode contar comigo. – disse o príncipe à sua avó.
Depois de uma longa conversa e de um longo passeio, estes decidiram voltar ao paço para descansarem um pouco.

Jéssica Gomes
Nº 7 / 7º B

CARTA DE FRANCISCO DE CAMPOS À FAMÍLIA









Évora, 10 de Julho de 1580

Queridos filhos e esposa,

Estou-vos a escrever esta carta, porque estou gravemente doente, tenho peste e já não tenho muito tempo de vida. Também estou a escrever esta carta para vos dizer que tenho muitas saudades vossas, e que gosto muito de vocês. Tenho pena por não nos voltarmos a ver, por isso foi esta a maneira que arranjei para me despedir de vós.
Peço que nunca me esqueçam, pois estarei sempre convosco no vosso coração. Poderão ver obras minhas na Sé de Évora e também no Museu Regional de Beja, poderão também ver a bandeira da Misericórdia de Alcochete que pintei em 1560 e que contém imagens da nossa Senhora da Misericórdia e de Nossa Senhora da Piedade.
Lembro-me dos momentos que passámos juntos no meu atelier em Lisboa e quando íamos de barco para Alcochete – saíamos na Aldeia Galega, lembram-se? A bandeira da Misericórdia foi um dos meus trabalhos mais difíceis por ser a primeira a ser feita, pois não sabia o que lá pôr na bandeira. Depois de falar com os irmãos, acabei por escolher a imagem da Nossa Senhora da Misericórdia (em proporções grandes), com o manto aberto e suspenso por dois anjos; o manto cobre dois grupos sociais distintos: do lado direito a realeza, personalizada pelo Rei D.Manuel e pela Rainha D. Leonor e, do lado esquerdo, o clero, personalizada pelo bispo, pelo papa e por um cardeal. Desenhei mais facilmente a Nossa Senhora da Piedade, já tinha visto tantas!
Espero que gostem de tudo o que fiz e que procurem conhecer bem o que fui fazendo em todos estes anos. Tenho ainda obras minhas na Ermida da Boa Nova, no Alandroal; na Igreja Matriz de Góis, em Coimbra, e ainda no Museu de Lagos. Deixo-vos tudo isso em testamento.
Assim me despeço de vós, beijando-vos com muitas saudades,

Francisco de Campos

(P.S. estarei sempre convosco, no vosso coração)

SENHORA DO MANTO

SENHORA DA MISERICÓRDIA
E AMIGA DE TODOS AS PESSOAS
NUNCA SE ESQUECE DE NINGUÉM
HONRA AQUILO QUE REPRESENTA
ORGULHOSA DOS SEUS FILHOS
REZA PARA TODAS AS PESSOAS, QUE NECESSITAM
AMIGA DE TODOS, ATÉ DAQUELES QUE NÃO ACREDITAM

DESEJA TUDO DE BOM PARA TODOS
OUVE SEMPRE OS PEDIDOS, AS SÚPLICAS

MULHER, MÃE E IRMÃ,
AMOROSA E CARIDOSA
NINGUÉM A DEVE DESRESPEITAR
TENTA AJUDAR QUEM NECESSITA
OU QUEM DELA PRECISA


Joana Costa, 7º B

Francisco de Campos


No dia seis de Janeiro de 1560, Francisco foi caçar com os amigos, nos bosques de Alcochete.
Ao cair da noite, voltaram do bosque com um veado e algumas aves. Durante a tão esperada ceia, todos se juntaram e se banquetearam com o que caçaram, enquanto ouviram algumas cantigas de amor, cantadas por um trovador.
No dia seguinte, Francisco acordou cedo, ao nascer do sol, e foi ao centro da vila acabar a obra, encomendada pelos irmãos da Misericórdia, obra esta que tinha iniciado no seu atelier de Lisboa. Preparou os materiais e começou a pintar, pois tinha que estar muito concentrado, agora que ultimava os pormenores. Tinha pouco tempo para acabar o quadro e ainda teve que decidir a técnica de pintura, a técnica dos modelados foi uma das escolhidas, pois gostava do efeito que provocava. Já cansado, foi dar um passeio pela vila e encontrou um fidalgo que conhecia há algum tempo q que tinha um solar na vila.
- Então, dizei, como vão as coisas? - perguntou Francisco.
- Vai tudo bem, graças a Deus. – respondeu o fidalgo – O que fazeis aqui?
- Estou a acabar a parte de trás da bandeira que tem a Nossa Senhora da Piedade e só tenho até para a semana, data marcada para a sua entrega aos irmãos da Misericórdia. – disse Francisco.
- Então, vós não tendes muito tempo, meu amigo! - retorquiu o fidalgo.
No dia seguinte, de manhãzinha, foi acabar o quadro, mas faltava-lhe cores para os pormenores. Precisava de ir a um conhecido boticário a Lisboa, para comprar pigmentos para a elaboração das tintas. E assim fez, apanhando o barco para Lisboa, na Aldeia Galega.
Quatro dias depois, já recomeçara a pintar, tinha feito os contornos e agora preparava outras cores, com o óleo de linhaça, o ovo e as terebentinas. O mais difícil era aquele azul do manto e os pormenores a ouro, assim como as sombras nos tecidos. Mas quando deu por acabado a sua obra-prima, suspirou:
_ Finalmente, vou poder ir a Évora ver a família. E até tenho outras encomendas para Évora que iniciarei depois de descansar.
Saiu para a rua e dirigiu-se à Igreja da Misericórdia para agradecer a Deus, por todas as encomendas e pela sua saúde, que lhe permitia cumprir os seus compromissos. Deu ainda graças pela sua família.



André Quadrado, 7º B

A MINHA ESCOLA ADOPTA UM MUSEU


A representante do Museu de Arte Sacra de Alcochete e os professores envolvidos no Projecto escolheram a bandeira da Misericórdia como testemunho a ser trabalhado pelos alunos desta turma do 7º ano (B) e pelos professores, este ano lectivo. Trata-se de um quadro de Francisco de Campos, datado de 1560. Foi um trabalho aliciante, para mais porque ganhámos o primeiro prémio nacional de escrita.


( Professora Ana Martins)

2 de julho de 2008

Objectos, plantas e animais na 1ª. pessoa

Sou um coelho e, para quem não o é, até se pode dizer que é giro, porque somos fofos. Mas o nosso maior medo é causado pelo homem, principalmente pelos caçadores e seus cães.
O mundo em que eu viveria cem por cento feliz seria um mundo sem caça, onde não só os coelhos sairiam a ganhar, mas também os melros, os leões, os elefantes, os pardais, os javalis, os ursos, as perdizes, as codornizes... portanto, seria só vantagens.
Mas como não é, acho que tenho de viver com isso. Esperemos que algum dia seja o dia milagroso em que alguém se revoltará e acabará com a caça de uma vez por todas.
Diogo Vítor
6º. F

Objectos, plantas e animais na 1ª. pessoa


Eu sou um lápis. Tenho um bico que me sustém, uma borracha, no cimo, muito branca e lisa e sou de madeira.
Um mundo perfeito para mim era um mundo cheio de lápis bem arranjados, a serem sempre utilizados na escrita. Com eles faríamos textos, haveria mais livros e o mundo seria mais belo.
Diogo Barbosa
6º. F

Objectos, plantas e animais na 1ª. pessoa


Eu sou um peixe de grandes dimensões e de famílias ilustres. Sou um óptimo nadador e sei "pescar" o meu próprio peixe, embora isso seja cada vez mais difícil: o alimento é cada vez mais escasso e de pior categoria, menos saboroso e de menor tamanho.
Sei que não há um culpado directo por esta situação, mas alguém tem que se responsabilizar. Existem muitos suspeitos, mas eu penso que o responsável é o homem porque o animal já cá estava antes de tudo isto acontecer.
Por mim podiam separar os homens dos outros seres vivos, e eles que se desenrascassem. Porque eu não como e não mato tudo o que me aparece à frente. Portanto, espero que toda a gente melhore os seus hábitos e comece a pensar mais nos outros.
Diogo Gomes
6º. H

Objectos, plantas e animais na 1ª. pessoa

Eu sou um girassol.
Nasci a olhar para o sol e vou morrer a olhar para a lua.
Vivo no sul, num largo campo cheio de girassóis. É lindo, pois além de estar com os meus amigos também formamos uma bonita paisagem.

Joana Dias
6º. H

Objectos, plantas e animais na 1ª. pessoa


Chamam-me pedra e não tenho outro nome. Gosto da profissão que tenho, é muito simples, não tenho de fazer nada.
Ana Catarina Pereira
6º. H

19 de junho de 2008

Porquês vulgares/ Respostas extraordinárias


- Porque é que as plantas são verdes?
- Porque estão sempre enjoadas.

- Porque é que as pessoas têm duas pernas?
- Porque não são equilibristas.

- Porque é que o arco-íris tem muitas cores?
- Porque é pintor.

Diogo Vítor
6º. F

Porquês vulgares/Respostas extraordinárias


- Porque é que Saturno tem tantos anéis?
- Porque já se casou muitas vezes.

- Porque é que o céu é azul?
- Porque é do Futebol Clube do Porto.

- Porque é que o mar tem ondas?
- Porque os surfistas não param quietos.

- Porque é que o vento não se vê?
- Porque é um fantasma.

- Porque é que as letras foram inventadas?
- Para sabermos para onde vamos quando lemos os letreiros.

- Porque é que as galinhas não voam?
- Porque não têm o brevet de piloto.

Diogo Barbosa
6º. F

11 de junho de 2008

Sete palavras para um texto


pérola
alga
romã
adivinhar
suspirar
cintilante
abrir
Hoje de madrugada, foi achada, no Japão, uma ostra gigante escondida atrás de uma alga espectacular.Para a abrir foi muito complicado, mas de repente bastou uma pessoa suspirar para ela revelar o seu mistério: ninguém podia adivinhar que escondesse uma pérola tão cintilante e bela.
A romã é como uma caixinha de surpresas, mas não sei onde a hei-de colocar neste texto.
Diogo Barbosa
6º.F

Sete palavras para um texto


farol
laranja
madrugada
devagarinho
subitamente
alto
admirar


Dentro do farol está o faroleiro a comer uma laranja, de madrugada ...

Às vezes ele faz as coisas devagarinho e com tempo. Outras vezes, quando a mãe o visita, rapidamente tem de arrumar e despachar tudo.

À noite, sente subitamente uma mágoa por estar sempre sozinho no alto do farol.

É um homem de admirar.

Joana Dias
6º. H

Sete palavras para um texto


elefante
girassol
caracol
cantarolar
passear
elegante
brilhante

Um dia, num jardim, um elegante elefante comia um grande girassol amarelo e, numa das suas pétalas, estava um pequeno caracol.

Também ali andava a passear, debaixo de um sol brilhante e a cantarolar uma menina muito simpática, que gritou e assim salvou o caracol.

Ana Beatriz Cabrita
6º. H



21 de maio de 2008

SONHAR É...


SONHAR É…


… atravessar, lentamente, simplesmente os limites de cada um. Sobrevoar delicadamente, sensivelmente os pólos, de norte a sul. Continuar uma história, vivê-la, sofrê-la, senti-la, sem lhe pôr um ponto final, como voar de nuvem em nuvem, sentindo a sua espessura a acariciar o corpo, a mente. O início não tem limite, subir até onde se descobrir, até onde se conseguir, como o céu… não há limite. Sonhar é inexplicavelmente maravilhoso... (Tatiana, 7ºF)

…libertar as asas e poder voar até ao infinito. Poder gritar e dizer “VOAR”, poder dançar como criancinhas que nunca dançaram, dar a mão e ajudar … Sonhar é ter imaginação, viver a fantasia como uma criança, sonhar acordada, a dormir… sonharmos mais alto… poder alcançar uma estrela… alcançar esse sonho… (Isabel Costa, 7ºF)

… viver a outra vida que há em nós…(Hugo, 7ºF)

…fazer com que a nossa vida tenha cor e objectivos, sonhando podemos criar ideias, palavras e fantasias para serem realizadas… (Daniel, 7ºF)

…sermos nós próprios sem medos… é esquecer o NOSSO mundo e entrar no MEU mundo onde posso ser eu sem “mas” ou “e se”… (Helena, 7ºF)

…querer e poder… é o céu não ser o limite…é voar para além do horizonte…é não ter uma placa de STOP, nem obstáculos…é conseguir ser tudo, é não ter medo do pensamento. (Filipa, 7ºF)

… atravessar as reticências da nossa imaginação. (Rui Filipe, 7ºF)

…libertar a criança que há em nós, é deixar que a imaginação more dentro do nosso ser… (Rafaela, 7ºF)

…imaginar momentos que gostaria de viver, é converter pensamentos negativos em algo de bom e dar asas à nossa imaginação. (Joana, 7ºF)

… ir para além da imaginação, é não ter fronteiras e barreiras que nos travem o dia-a-dia. Um sonho é sempre mágico porque a fantasia é tanta que tudo nos parece “cor-de-rosa”. (Bernardo, 7ºF)

…libertar as asas da imaginação, da pura fantasia… é atravessar as linhas do horizonte e despertar a criança que existe em nós. (Tiago, 7ºF)

… ter fé no que realmente nós queremos ser, é acreditar que é possível acontecer e que o podemos alcançar (José, 7ºF)

…soltar o sentimento escondido dentro de nós… (Filipe, 7ºF)

…deixar brincar a criança dentro de nós, é deixar que a fantasia nos envolva. (Rui Manuel, 7ºF)

…querer uma estrela… é caminhar de olhos fechados e ver tudo a acontecer. (Rute, 7ºF)

…atravessar as linhas do nosso pensamento e libertar a criança que existe em nós. (João Tomé, 7ºF)


… libertar a força de viver, é querer, é poder, é amar…é poder voar. Sonhar é mergulhar no fundo do oceano, descobrir tesouros… é dar continuidade ao ponto final que tentam pôr na nossa vida, é atravessar os obstáculos, as dificuldades. Sonhar é ter magia no coração. (Martim, 7ºF)

ACRÓSTICO em diálogo com o CORAÇÃO


Mas porque é que escolhes tão mal as pessoas para eu amar?
Amas quem eu mando amares e acabou-se!
Respeitinho, sim?! Fazes-me amar pessoas erradas, que não prestam!
Incrível! Uma “pessoa” faz-te amar e tu és assim!
Sinceramente, amar pessoas assim não vale a pena!
Azar o teu, tens de amar quem eu, o coração, te mandar.

Blá,blá,blá! És mesmo “totó”!
Ah, és assim ?! Nunca mais te faço amar!
Realmente … Não percebes que as pessoas que escolhes são
Todas menos as certas?
Oh, estás a chatear-me mesmo! Acabou-se.
Lá por estares dentro de mim não tens o direito!
Olha, olha. Deves pensar! Ahahah...

Foste feito para fazer sofrer as pessoas!
Então, não gostas, não te queixes.
Raramente existem corações como devem ser!
Nada a dizer. Estou farto disto!
Azar ! Escolhes as pessoas erradas.
Não escolho nada, tu é que não sabes, mas aquela que eu escolhi, é a certa!
Desculpa?! Deves estar a brincar comigo!
Espera e verás! Depois de tudo, ainda vais ser muito feliz com a pessoa que escolhi para amares!
Sim, sim! Nem amizade tenho, mas vou por ti, não vou desistir e vou lutar até ao fim! Obrigada.


Marisa Fernandes, 7ºA

Cartas com destinatários extraordinários - Bart Simpson


Alcochete, 15 de Maio, 2008

Olá, Bart Simpson: és espectacular!

Sou um grande fã teu. Para ti posso ser um simples fã reles como todos os outros fãs, mas para mim és mais que um desenho animado criado por Matt Groening. És especial. Adoro a maneira como andas de skate e és muito rebelde. Adoro isso… mas também adoro a maneira de seres. És mais que um simples miúdo de 10 anos, mas tenho uma pergunta: como é que consegues aguentar as gravações todo o santo dia?!

Eu não era capaz… também deve de ser cansativo ser “estrangulado” todos os dias pelo Homer e a tua mãe é uma mãe galinha mas com aquele penteado… hum! Para falares com ela se calhar tens de olhar bem alto! Já agora… quanto é que ela mede? Para aí uns 2.30m! Mas deves ter um peso e andas sempre com preocupações… eu digo isso porque na vida real, sempre o Milhouse te pede para brincar tu nunca podes por causa do teu tempo… gravações para aqui, gravações para acolá… Tens uma sorte!

Quem me dera estar no teu lugar, mas por outro lado é muito cansativo, mas adoro-te á mesma… e espero que o vosso programa nunca saia do ar na vida, pois é a única maneira de eu te conseguir ver…

Um Grande Abraço…

João Carlos Pereira (7º A)

Cartas com destinatários extraordinários - Música


Alcochete, 15 de Maio de 2008

Querida Música

Então como estás ? Espero que estejas bem.

Tenho algo para te perguntar, algo que não consigo perceber: como é que tu tens tantas personalidades, tantos feitios e mudas de gostos de um dia para o outro? Não leves a mal a minha pergunta, mas é verdade.
Tanto podes estar muito calminha, como podes estar aos pulos. Podes mudar um tom, podes mudar a voz. Como é que fazes isso?! De tantas mudanças, de tantos feitios, qual de todos é o teu estado preferido? Penso que no teu lugar, não conseguiria ter nenhum preferido, pois cada um deve ter um significado, certo?

Tens família? Tens amigos? Tu não sabes o quanto és importante na vida das pessoas. Olha, tu para mim, e com certeza para muitas pessoas, és das minhas melhores amigas. Não passo um dia sem ti. E quando estou a tomar banho, estás lá sempre. Estás lá quando estou contente e quando estou triste. Tu não sabes o que fazes aos corpos das pessoas. Estas ao ouvirem-te, dançam e dançam e muitas delas parecem “possuídas”. Isto que te digo é para veres bem o quanto és importante na humanidade.

Eu, pelo menos, gosto muito de ti.

Um beijinho muito especial para um dos elementos mais especiais da minha vida.
Adoro-te muito. Fica bem.

Nídia Santos (7ºA)

20 de maio de 2008

Continuar o poema

-Ó Geraldo
queres o caldo?
-Não senhor
que me escaldo

-Ó Geraldo
queres as migas?
-Não senhor
que têm formigas
.....
Alice Vieira

-Ó Geraldo
queres tarte?
-Não senhor
que me dá um enfarte.

-Ó Geraldo
queres pão torrado?
-Não senhor
que fico constipado.

-Ó Geraldo
queres batata?
-Não senhor
que me mata.

-Ó Geraldo
queres empadão?
-Não senhor
que tenho uma indigestão.

-Ó Geraldo
queres cabrito?
-Não senhor
que me põe aflito.

-Ó Geraldo
queres água?
-Não senhor
que me dá mágoa.

Diogo Barbosa
6º. F


Continuar o poema

-Ó Geraldo
queres o caldo?
-Não senhor
que me escaldo

-Ó Geraldo
queres migas?
-Não senhor
que têm formigas
.....

Alice Vieira
-Ó Geraldo
queres bananas?
-Não senhor
que têm pestanas.

-Ó Geraldo
queres bolacha?
-Não senhor
que sabe a borracha.

-Ó Geraldo
queres chouriço?
-Não senhor
dispenso isso.

-Ó Geraldo
queres pudim?
-Não senhor
que me dói um rim.

-Ó Geraldo
queres pão?
-Não senhor
estou a ver televisão.

Joana Dias
6º. H

Continuar o poema

-Ó Geraldo
queres o caldo?
-Não senhor
que me escaldo

-Ó Geraldo
queres migas?
-Não senhor
que têm formigas
.....
Alice Vieira


-Ó Geraldo
queres bolos?
-Não senhor
que isso é para tolos.

-Ó Geraldo
queres um panado?
-Não senhor
que fico enjoado.

-Ó Geraldo
queres sardinhas?
-Não senhor
que têm grainhas.

-Ó Geraldo
queres lampreia?
-Não senhor
que tem areia.

-Ó Geraldo
queres uma fogaça?
-Não senhor
prefiro uma carcaça.

-Ó Geraldo
queres uma faneca?
-Não senhor
que está careca.

Diogo Gomes
6º. H

15 de maio de 2008

Uma história que o Velho contou a Pedro...


- Pedro, vou contar-te uma história que só tu podes saber… Há muitos, muitos anos, havia uma criança, que dos seus olhos brotavam lágrimas de tristeza, tinha algo obscuro dentro de si que a impedia de sonhar…

- Então… então? Conta o resto da história – disse Pedro curioso.

- Sabes, no princípio era uma criança alegre e divertida, como todas as crianças, traquinas e rebelde. Adorava jogar à bola e correr pelos campos fora. Na Primavera apanhava borboletas só para admirar as suas cores alegres, depois libertava-as e sorria. Tinha um pai e uma mãe que lhes dava carinho… enfim, uma família normal. À noite, a mãe contava-lhe histórias de encantar que ele ouvia atentamente até adormecer. O pai saía cedo para o trabalho, mas, todos os dias antes de sair, ia dar-lhe um beijo e passar a mão pela sua testa, que ela sentia, muitas vezes, já acordada. E era assim a vida alegre dessa criança, ela sonhava ser feliz e sabia voar na sua fantasia… até que um dia…

Neste momento, o Velho parou de falar, emocionado…

- Vá, continua… estou a gostar! – exclamou Pedro.

- Um dia estava ela a brincar perto da estrada, correu atrás da bola matreira que lhe fugiu e a sua mãe, ao ver um carro que vinha veloz, em sua direcção, correu para ela empurrando-a, mas acabando a mãe atropelada, mortalmente. O seu mundo desabou, todos os seus sonhos se desvaneceram. O pai, com tanto desgosto, começou a beber e a maltratá-la, talvez tentando, inconscientemente, castigá-la pela morte da sua mulher e a criança, além dos maus tratos do pai, teve que viver com a culpa da morte da mãe. O coração ficou cheio de mágoa e o olhar apagado, olhava, agora com tristeza, os campos onde antes corria como o vento. À noite era ainda pior, fechava os olhos e já não sabia sonhar.

- E depois, o que aconteceu? – perguntou Pedro.

- Os anos passaram, essa criança tornou-se um homem triste e amargo, até que um dia… conheceu uma mulher que lhe iluminou a vida, apaixonou-se e o amor salvou-o. Essa mulher tinha ficado viúva e tinha ficado com uma criança para criar. O sol brilhou de novo, o coração ficou cheio de alegria… Os sonhos voltaram outra vez, sonhou que podia ser um novo pai para aquele menino e que era possível ser feliz novamente. E assim, durante todo o resto da vida, teve sempre sonhos lindos para concretizar. E tantos sonhos tem ainda e com a fantasia que, afinal não se perdeu, inventa histórias para te contar.

- AH!... Essa criança eras tu!!!


(Trabalho realizado no âmbito do estudo do conto «A Estrela» de Vergílio Ferreira)

Hugo Pires, 7ºF
Isabel Costa, 7ºF

13 de maio de 2008

Final alternativo para o conto "A Estrela"


E toda a gente lhe deu o silêncio que lhe pedia. Então ele disse:


-Foi o meu filho que tirou a estrela, mas eu é que a vou lá colocar a estrela.
À meia-noite em ponto, toda a aldeia estava à espera que ele a fosse colocar lá no céu.
O pai subiu à torre que era muito alta, tinha cento e um andares. O pai tinha de se deslocar até ao último andar para colocar a estrela onde pertencia. Passou por uma galinha no quadragésimo sexto andar, um cão no quinquagésimo quinto andar e quando viu um cavalo no octogésimo sétimo andar, ele colocou-se logo às suas costas, mas o cavalo estava muito velhinho, por isso só subiu três andares. No centésimo andar, o pai escorregou dum degrau e… a estrela, como tinha o poder dos sonhos, não deixou que o pai do menino morresse. A estrela salvou o pai porque sabia que os sonhos do menino iam tornar-se num pesadelo.
A estrela agarrou no pai e transportou-o ao chão. De seguida, esta deslocou-se sozinha para a sua morada no céu!


Diogo Emanuel Ribeiro, nº4

7ºF

12 de maio de 2008

Final alternativo para o conto "A Estrela"


E toda a gente lhe deu o silêncio que lhe pedia. Então ele disse:

-Obrigada, agora eu vou colocar a estrela no céu.
E Pedro estava a colocar a estrela no céu quando, de repente, a deixou cair no chão, partindo-se em “mil” bocadinhos.
Subitamente, a noite transformou-se em dia e ainda era uma hora da madrugada. Dias e dias passaram sem que houvesse noite, a população da aldeia tinha que começar a pensar numa solução.
Os habitantes daquela aldeia optaram então por recolher pedaços da estrela, que se havia partido, e quando tudo foi recolhido, começaram a colar os pedaços. No momento em que a estrela estava pronta, começou novamente a brilhar e Pedro, com ela na mão, voltou a colocá-la no céu.
A noite regressou finalmente!


Rui Silva, nº 21
7ºF