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31 de maio de 2012

É URGENTE...





É urgente…
Destruir as palavras que nos arranham
O ciúme, o racismo, a falsidade, a violência…
Apagar as nódoas enraivecidas,
Amansar ondas de abandono e desespero,
Afastar as pedras gigantes dos caminhos,
Deslaçar os nós tristes, amargurados 
Asfixiados de desalento e dor.
É urgente…
Secar as lágrimas angustiadas e desiludidas,
Aconchegar a esperança em sorrisos de algodão…
Enlaçar ternura nos gestos e nas palavras,
É urgente…
Pintar o mundo com sorrisos e flores,
Libertar pombas brancas em horizontes oprimidos
Desenhar estrelas meigas nas noites sofridas,
Perfumar a Terra com aromas de sonhos.
É urgente…
Erguer castelos mágicos na fantasia das crianças…
Enfeitar o céu com arco-íris doces e risonhos…
Desamarrar o silêncio e as ausências
Compor melodias amorosas, coloridas e …
Cantar, cantar…

(Poema elaborado com sugestões dos alunos do 8ºB
e da professora de Língua Portuguesa)

7 de dezembro de 2008

120 anos : Já foi há tanto tempo, Fernando Pessoa


Quando eu era criança vivi,
Cresci a fazer poemas, uns fáceis, outros difíceis,
Às vezes não percebia o que fazia,
Mas gostei do que fiz
Deixei de ser aquele
Miúdo e passei a ser homem solitário
Mas sempre acompanhado pelos livros e pela literatura,
Escrevendo de tudo como uma aventura
Ai que prazer, não cumprir um dever
Ter um livro para ler e não o fazer…
Deixar de ser criança e homem e passar a ser…
Poeta do Mundo.

(poema colectivo do 8º A, lido e escrito durante a actividade da BE, no dia 27 de Outubro, Dia Internacional das Bibliotecas Escolares)





Nem eu me conheço,
Nem sei quem sou…
Só sei que tudo o vento levou,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque todo o possível sei eu,
Sonhando num mundo só meu.
Eu não sei o que sou...
Mas sinto o que sou,
Com este poema, um poema voou…

( poema colectivo, 8º E – na mesma actividade)