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14 de junho de 2009

No Comboio Descendente


No Comboio Descendente
Ia tudo à malada
Uns porque tinham fome
E outros por nada
No Comboio Descendente
De Lisboa a Almada

No Comboio Descendente
Ia uma grande agitação
Uns queriam pão
E outros macarrão
No Comboio Descendente
De Almada a Portimão

No Comboio Descendente
Ia tudo num bacanal
Uns a lerem o jornal
E outros a portarem-se mal
No Comboio Descendente
De Portimão a Vila Real

Cátia, Inês Taneco – 7º G
(Oficina da Língua – a partir de um poema de Fernando Pessoa)

No Comboio Descendente


No Comboio Descendente
Estavam todos a beber cerveja
Comendo tremoço
E comendo cereja
No Comboio descendente
De Coimbra a Beja

No Comboio descendente
O bilhete era caro
Apareceu o fiscal
Seu nome era Amaro
No Comboio Descendente
De Beja a Faro

No Comboio descendente
Bebiam todos Licor Beirão
Eu e o Brito
Bebíamos Ice Tea de limão
No Comboio Descendente
De Faro a Portimão.

André, Júlio – 7º G
(Oficina da Língua - a partir de um poema de Fernando Pessoa)

8 de dezembro de 2008

No Comboio Descendente, de F. Pessoa (modificado)



No comboio ascendente,
Andava tudo à pancada,
Uns por cima dos outros
E outros sem dar por nada.
No comboio ascendente
De Portimão a Almada.

No comboio ascendente,
Vinham todos à janela,
Uns a olhar para os outros,
E os outros sem dar por ela.
No comboio ascendente
De Lisboa a Palmela.

No comboio ascendente,
Mas que grande confusão,
Uns dormindo, outros gritando,
E outros sem pedir perdão.
No comboio ascendente
De Palmela a Olhão.

( Inês e Marisa Fernandes – 8º A)